quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013

Ulisses(resumo do livro)

                                                                   Ulisses


Ulisses vivia numa ilha grega que se chamava Ítaca, com a sua mulher Penélope e o seu filho Telémaco. Era um rei diferente, gostava de caçar e de conviver com o seu povo.
De espírito irrequieto e aventureiro, quando estava em casa só pensava em ir ao encontro de aventuras, do desconhecido pois o que o entusiasmava era o mar.
Quando o príncipe Páris raptou a bela rainha Helena de Tróia, Ulisses não quis ir para a guerra e fingiu estar louco para não ir. Mas....lá foi com os seus guerreiros, pensando alegremente que iam ter uma vitória fácil e,  em breve,  regressariam ao reino.
O cerco e a guerra de Tróia duraram 10 anos....
Dez anos sem os Gregos verem a Pátria, a família... já ninguém sabia suportar a saudade, o esforço de manter um cerco durante tanto tempo. Aquilo não podia continuar assim!
Ulisses teve a ideia de construir um enorme cavalo de pau, assente num estrado com rodas para se poder deslocar. Dentro da barriga do cavalo esconderam-se alguns homens. O cavalo foi deixado, como oferta, às portas da cidade  de Tróia. Os outros Gregos fingiram que se retiravam.
Passados 4 dias, os Troianos convenceram-se que os Gregos tinham mesmo partido. Abriram, devagarinho, as portas da cidade e levaram para o meio da praça  o cavalo, começando a festejar a vitória.
Durante a madrugada, quando os Troianos estavam a descansar, os Gregos saíram de dentro do cavalo, abriram as portas  da cidade aos companheiros e destruíram, completamente, Tróia.
Cheios de saudades os Gregos meteram-se nos barcos e dirigiram-se  para as suas terras. (Ulisses) reuniu-se com quarenta valentes marinheiros e lá foram num belo navio em direcção a Ítaca...Agora em pleno mar, Ulisses só pensa em regressar á pátria...
Os deuses, furiosos, intervieram sob a forma de uma estranha corrente submarina que os ia levando para onde eles não queriam ir.
A corrente não abrandava nunca, aumentava cada vez mais.
Começaram a avistar terra: era uma ilha onde o navio calmamente aportou.
Mas havia entre eles um que era mais forte do que todos
   ...mais cruel do que todos...   mais bravo do que todos
e que era o terror de todos.
Chamava-se Polifemo e tinha um mau génio horrível, zangava-se por tudo e por nada e depois dava murros para a
esquerda murros para a direita...
Depois de frustrarem as intenções que  Polifemo tinha de comer os homens, conseguiram fugir da gruta, agarrados às barrigas das ovelhas, depois de terem cegado o gigante.
A viagem de Ulisses continuou e aportaram na ilha da   Eólia. Foram bem recebidos e o rei ofereceu-lhes um saco feito de pele de boi onde tinha metido todos os ventos do mundo à excepção de Zéfiro, a brisa suave. Mas avisou-o do grande perigo que seria se alguém abrisse o saco pois os ventos soltar-se-iam....
Os marinheiros, curiosos por saber o que o saco continha, abriram-no às escondidas de Ulisses.
os ventos...revolveram os mares       agitaram as nuvens      revolveram os mares    agitaram as nuvens     espalharam a chuva    acenderam a terrível tempestade    e Ulisses acordou no meio da maior confusão de que jamais houve memória!
Cansado e desiludido, Ulisses chegou a uma nova ilha. Estranhou não ver os seus marinheiros mas encontrou Euríloco: soube então que naquela ilha vivia uma lindíssima feiticeira, Circe, que ao dar de beber aos homens um licor, os transformava em animais e os marinheiros eram agora...porcos!
" Em porcos os melhores marinheiros da Grécia? Os meus queridos companheiros? Isto é uma afronta que tem de ser vingada...."
A deusa Minerva deu-lhe a erva da vida que o livraria da má sorte. Depois de muito tempo e do arrependimento de Circe seguiu os seus conselhos: dirigir-se á ilha dos Infernos e  falar com Tirésias, o profeta que lhe daria novas da sua família. Falou-lhe também do perigo de ouvir os cânticos das sereias....
E lá foram eles,
"entre onda e onda, em azul e verde, de contente coração".
Nesta ilha apenas havia desolação e  as sombras, as almas vagueando...
Cérbero, o cão de três cabeças, o cão que dorme com os olhos abertos, guarda a gruta. Ulisses apenas comunica com as sombras a quem oferecer carne de uma ovelha negra que Circe lhe dera.
E vê  a mãe que ele ainda imaginava viva e lhe fala dos perigos que ameaçam a sua família e do estratagema que Penélope arranjara para adiar os seus pretendentes: de noite desmancha a teia que tece durante o dia.
E vê Tirésias que lhe confirma a confusão que reina em Ítaca.
E vê Tântalo , um homem que fora cruel em vida e que agora cumpre o seu castigo: metido numa lagoa, quando vai beber a água escoa-se; quando tenta apanhar os frutos ao seu alcance eles escapam-se-lhe.
E vê Sísifo , que fora um rei desumano e cujo castigo era empurrar um rochedo que rolava constantemente.
Incapaz de suportar tanta desolação, Ulisses e os marinheiros afastaram-se daquele lugar.
Aproximando-se do mar das Sereias os marinheiros quiseram colocar cera nos seus ouvidos mas Ulisses, teimoso, não o permitiu e insistiu em ser amarrado a um mastro.
"Quero ouvir o canto das sereias. Dizem que elas encantam os marinheiros com a sua bela voz e eu quero sentir esse encantamento."
Ulisses....Ulisses...Ulisses....Ulisses...
E o cântico chorava suavíssimo, violentíssimo, vindo de dentro da sondas, de dentro das cores, de dentro do vento. E Ulisses sofria pavorosamente.
E os marinheiros continuavam a remar,
               a remar, a remar, a remar, a remar, a remar, a remar, a remar, a remar, a remar...
No final Ulisses parecia um velho, cheio de sangue e suor.
E continuam e passam junto de dois enormes rochedos um era como enorme boca e uma mão.
Infelizmente houve um naufrágio.
Depois do naufrágio parte com os restantes homens para Ítaca.
De manhã foi reconhecido pela sua empregada, reconhecendo a sua cicatriz que tinha no pé, que só Ulisses tinha.
Com a ajuda de Telémaco derrotam os pretendentes de Penélope...
Quando acabaram a batalha com mais uma vitória, Telémaco e Penélope abraçam-lhe, e vivem felizes por muitos anos.

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